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De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) o Pará é o maior gerador de empregos formais entre os estados da Região Norte. Segundo os dados, o crescimento no número de postos de trabalho com carteira assinada foi impulsionado pelo setor de serviços, que gerou entre janeiro e outubro deste ano cerca de 13.095 novos postos de trabalho.
Se levado em consideração somente o mês de outubro, o Pará teve no comparativo entre admissões e desligamentos um aumento de 0,28%, o que corresponde a um saldo positivo de 670 novos postos de trabalho. Apesar do cenário favorável na geração de empregos formais em outubro deste ano, o balanço do DIEESE mostra que a quantidade de trabalhos com carteira assinada foi bem maior no ano passado, quando o Estado teve um saldo positivo de empregos de cerca de 2.319 novos postos somente nesse período.
Os Estados que apresentaram o pior desempenho em outubro deste ano foram Amapá e Tocantins com, respectivamente, -71 e -531 postos de trabalho no setor de serviços.
A pesquisa do DIEESE/PA, que foi feita com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED do Ministério do Trabalho, mostra ainda que o desempenho do Estado foi ainda melhor em relação aos outros estados da região no balanço dos últimos 12 meses, já que o Norte gerou 37.811 novos postos de trabalho e deste total quase 38% foram criados somente no Pará.
COMÉRCIO
Nas ruas do comércio de Belém é possível comprovar os dados da pesquisa. Em uma loja de roupas do centro da cidade, o vendedor Muzaffar Said conta que somente neste começo do mês de dezembro deve assinar a carteira de mais quatro funcionárias. “A movimentação deste ano é realmente menor que a do ano passado, mas mesmo assim estamos chamando as funcionárias por que as vendas devem aumentar bastante com a chegada da primeira parcela do 13º (salário)”, explica o vendedor. Segundo ele as contratações com carteira assinada aumentam em pelo menos 40% nessa época.
A vendedora Deise Pantoja é a prova disso. Sem a carteira assinada há quase três anos, ela diz que foi contratada em uma loja de confecções há 1 mês e 10 dias. “Eu deixei meu currículo aqui e fui chamada há pouco tempo. Eu estava procurando um emprego assim há algum tempo. O período agora está bom para quem quer arranjar trabalho”, ela afirma.
(Caroliny Pinto/ Diário do Pará)
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